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Você sabe quem são os verdadeiros CEOs da sua empresa?

Desde a industrialização as pessoas são incentivadas a comprarem mais do que precisam e, muitas vezes, além do que podem.

A publicidade encontrou sua fórmula mágica: transformar desejos em necessidades, você tem a necessidade de se alimentar todos os dias, mas com a propaganda certa, o desejo de comer no Mc Donalds se torna uma necessidade que precisa ser consumada.

Logo vimos o BOOM da publicidade, quem aparecia mais era quem ganhava, não havia limites impostos, era uma batalha travada nas ruas, nas TVs, nas rádios e nos jornais. Quem comprava o maior espaço e oferecia o preço e/ou produto mais atrativo ganhava a atenção do consumidor.

Não havia responsabilidade, a Coca-Cola, por exemplo, era vendida como um produto que fazia bem à saúde, algo que sabemos ser totalmente contrário. O marketing era voltado 100% para a venda, as marcas não possuíam alma e seus clientes eram vistos apenas como fonte de seu lucro.

Mas o cenário começou a mudar, com a internet e o surgimento das redes sociais, o público começou a ter mais acessos as informações e as suas marcas prediletas. A individualização do sujeito trouxe uma nova demanda ao marketing, agora temos setores especializados em pesquisas e comportamentos do consumidor para ser possível atender diferentes nichos de públicos e entender que cada um é um ser subjetivo.

Presentemente, dispomos de inúmeros portais nos quais é possível relatar um mau atendimento, um serviço mal feito e/ou um produto que veio com defeito.

Segundo Philip Kotler em Marketing 3.0, as empresas precisam estar atentas à essa nova demanda para oferecer soluções que ajudem a resolver problemas da sociedade, pois vivemos na era da participação e da colaboração na qual os consumidores se tornam mais participativos e expõem suas opiniões, seus sonhos e desgostos publicamente.

Mas como atender à essa demanda?

O primeiro passo é compreender que os verdadeiros “donos” da sua empresa são os consumidores e colaboradores.

Sim, aquelas pessoas que cuidam da sua agenda, da comunicação e das vendas são mais donas que você porque são o cérebro e o pulmão da sua marca e os consumidores são o coração. E quando você começa a enxergar que sem eles a sua empresa não existe, você já deu um enorme passo.

O segundo passo é aprender a ouvir e entender que seus gostos pessoais não podem ser colocados em primeiro lugar. A comunicação de uma empresa e como ela vai se posicionar no mercado é traçada por meio de pesquisas, testes e, principalmente, valores. Quando você não deixa claro quais são os valores, a visão e a missão da sua empresa, torna-se impossível conseguir que seus consumidores e colaboradores “comprem” a sua ideia. Segundo Sigmund Freud em “Psicologia das massas e análise do eu”:

“Cada indivíduo é parte integrante de muitas massas, e multiplamente ligado por identificação [...] A escolha do líder é bastante facilitada por essa circunstância. Muitas vezes ele precisa apenas possuir as qualidades típicas desses indivíduos numa configuração especialmente nítida e pura”.

Entende-se que no momento em que o sujeito se fideliza à uma marca, é porque ela condiz com os seus valores subjetivos e há uma identificação entre sujeito e marca, ou seja, uma manifestação de uma ligação emocional, e quando não é deixado claro o posicionamento, a marca se perde no caminho.

Logo, uma empresa que não é transparente e não se comunica está fadada ao esquecimento. Hoje nossos principais meios de comunicação são online: Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, Blog, Sites, ou seja, existem infinitas possibilidades e estar alinhado as necessidades do seu público é primordial, pois o tempo de resposta diminui a cada dia e os consumidores não querem soluções que demorem a aparecer, eles querem agilidade e atenção aos seus problemas.

A demora ao atendimento e uma comunicação falha e desalinhada, é algo que negativa a empresa e pode transformar um problema simples de resolver em um problema de difícil solução.

Por fim, estar alinhado ao mercado e as necessidades do seu público é essencial, e compreender que a conversa começa de dentro para fora, visto que quando você alinha seus valores e sua comunicação com seus colaboradores o contato externo se estrutura e a relação entre consumidor e marca cria raízes.

Referências Bibliográficas
Philip Kotler: Marketing 3.0 – As forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano
Philip Kotler: Marketing 4.0 – Do tradicional ao digital
Sigmund Freud – Psicologia das massas e análise do eu

Você sabe quem são os verdadeiros CEOs da sua empresa?
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